Para justificar nosso amor ❤

Foto: @moniqueguastti

Confabulando - Espaço de Leitura

   No Bairro de Fátima, comunidade em que vivemos desde a infância, notamos que não há uma grande comunidade de leitores e sentimos que havia a necessidade de criarmos algo que suprimisse as necessidades culturais de nossos pares. Portanto, decidimos abrir as portas de nossa casa e criar o Confabulando – Espaço de Leitura com a missão de fomentar nas pessoas a paixão pelo universo das palavras, estimulando o gosto pela leitura e semeando afeto.


   Nossa intenção é de propagar ações culturais que realizarão mudanças positivas na vida das pessoas tendo como principal fundamento a afetividade. Para que essas mudanças possam ocorrer de fato, realizamos mediação de leitura em nossas dependências, empréstimos de livros, contação de histórias e apresentação de dança e movimento, bem como, representações teatrais e algumas oficinas.


   Nossa meta é expandir o alcance de nosso trabalho, aumentando nosso acervo e oferta diversificada para toda a comunidade e, também, todo o município. Buscamos o estabelecimento de parcerias com empresas e pessoas que compartilhem de nossos valores, que são: amor, equidade, fraternidade, liberdade e responsabilidade social.


   Esperamos encontrar mais pessoas engajadas e a fim de realizar mudanças por meio da leitura e da cultura.


   Queremos iniciar uma Revolução do Amor.



   Você está conosco?


*Estamos com uma campanha de Financiamento Coletivo, colabore conosco! ACESSE: https://goo.gl/wQkbNR

Resenha: Um dia, um rio ❤



[...]


Recebi Um dia, um rio há certo tempo, mas, não estava conseguindo encontrar palavras para vir descrevê-lo e “explicá-lo” de maneira que fizesse jus à sua perfeição.


Sim.


Este é um livro perfeito.


[..]


A única palavra que me vem à cabeça para dissertar sobre esta espetacular obra de Leo Cunha e André Neves é: BREATHTAKING. Um dia, um rio é de tirar o fôlego, capaz de mexer com o emocional do leitor de maneira sublime, poética e lírica.


“Acredito que o papel deste livro, antes de mais nada, é encantar o leitor pela arte da palavra e da imagem. É o maior papel da literatura infantil. Além disso, esse livro vai tratar de forma poética e delicada um tema pesado e importante da nossa época: a valorização da natureza, dos rios, das praças, das comunidades, do convívio social, das brincadeiras  infantis, todos postos em risco pela ganância das grandes empresas que não fazem o mínimo para nos proteger”, explica o autor Leo Cunha.


O livro traz a história da tragédia que assolou a Bacia do Rio Doce no ano de 2015. No livro o rio é retratado na forma de uma criança simples e inocente que, sem esperar, encontra-se diante de uma máquina gigantesca e assombrosa que a inunda com lama e lixo, desestabilizando sua vida e virando do avesso sua realidade.



“Eu era melodia... Hoje sou silêncio”
[minha passagem favorita do livro. Quando o li pela primeira vez arrepiei ao ler estas palavras e observar as ilustrações]




Uma lamúria… Uma lamentação… Um dia, um rio é um grito de socorro. Grito este que sai de dentro da garganta de um rio que, sem poder se defender, acabou sendo invadido e impregnado pela destruição humana.


“Meu leito virou lama,
Meu peito, chumbo e cromo.
Minhas margens, tristeza.
[...]
Com lágrimas de minério, vou sangrando até o mar.”


É impossível não se emocionar. Especialmente por ser algo tão recente, tão “fresco na memória”, uma tragédia de magnitude nunca vista antes em toda a história. Um terror que assombra os subconscientes de todos.


Um dia, um rio não é apenas um livro infantil.

É poesia.

É arte.

É lamento.

É amor.

*Livro recebido em parceria com a Editora Pulo do Gato


Um dia, um rio

Autor: Léo Cunha
Número de páginas: 32 páginas
Editora: Pulo do Gato 
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Encantamento



Mais uma manhã de sol. Os gritos ecoavam enquanto do chão subia uma fina camada de poeira que cobria todo o pátio. A profusão de diferentes formas e tamanhos se fazia notar, conforme as crianças passavam correndo.


          De repente, algo me chamou a atenção. Não eram gritos, nem alguém que havia caído…


          No canto do pátio, encostados no muro, lá estavam eles, contrastando com aquilo que ocorria à sua volta, parados, em silêncio, apenas ouvindo a sinfonia desenfreada que o pátio tomava.


          Resolvi me aproximar, assim como quem não quer nada.


          De mansinho.


          Com calma.


          Meus amores – disse eu – Por que não estão brincando?


        Ah, tio! – um respondeu – eles correm e empurram e a gente sempre se machuca.


          Pensei, pensei e remoí em meu interior: o que fazer para que aquelas crianças que ali estavam pudessem aproveitar o recreio tanto quanto os outros que a poeira do chão levantavam?


          Resolvi, então, uma história em quadrinhos em minha bolsa pegar. Sentamos debaixo da árvore para a história escutar.


          Em nosso primeiro dia de leitura éramos apenas quatro. Os três e eu, imersos numa realidade paralela, bem diferente daquela que nos cercava.


          Os dias foram passando.


          As leituras continuaram.


          Curiosas, as outras crianças se aproximavam.


          Pouco a pouco fomos aumento de número.


        Hoje, veja só, temos até nome! Somos o Clube da Leitura, que se reúne durante os recreios para o mundo das palavras explorar.



      Já presenciamos invasões alienígenas, sobrevivemos a um apocalipse zumbi, salvamos o Planeta Terra de diversos vilões e, devo confessar, a cada nova aventura, não deixamos de nos encantar.

Resenha: As Aventuras de Sargento Verde


Sinopse: A história da garota que se disfarça de Sargento Verde encontra a história do príncipe caçula que precisa provar seu valor ao pai e a todo o reino. Juntos, eles enfrentarão dragões e peixes gigantes, terão de lidar com a maldade e o egoísmo de fadas e de homens. Os desafios estarão por toda parte. E, para completar, a revelação de um segredo poderá mudar totalmente o destino de nossos heróis.


Há alguns meses, assim que fui informado que meu blog havia sido selecionado para estabelecer parceria com a Editora Biruta, corri no catálogo a fim de escolher quais livros gostaria de receber. Empreitada árdua esta, pois, o catálogo da editora é espetacular e um livro é mais impressionante que o outro. Mas, de cara, sabia que As Aventuras de Sargento Verde seria uma de minhas escolhas.


“A todos que acreditam no poder das histórias e da imaginação.”


O site da Editora Biruta por si só é um encanto e muito rico, pois, para cada título há uma página especial, contendo sinopse, capa em alta resolução, marcador de página em pdf e material de divulgação. Foi a partir dessa pesquisa que fiz no site que me apaixonei por Sargento Verde [antes mesmo de ter lido a história!].


A autora Helena Gomes escreveu esta obra de maneira fantástica, carregando o texto com muita ação e muitas, mas muitas [muitas mesmo!] reviravoltas! É impossível não se apaixonar e torcer pelo sucesso de Sargento em sua jornada inesperada.


A história do livro se inicia nos apresentando a um moleiro que se encontra em uma terrível situação financeira e, em meio a seu desespero, encontra uma fada que lhe promete muitas riquezas e todas as soluções de seus problemas, contanto que ele a entregasse a pequena criaturinha que estaria em sua casa. Imediatamente, num lampejo desesperador e irracional, o moleiro aceita a proposta e, ao chegar a casa, ele encontra sua esposa com uma criança que havia sido abandonada em sua porta!


Os dois, moleiro e esposa, passam a cuidar da menina como se fosse sua própria filha. O tempo passa e quando ela estava prestes a completar 12 anos, descobre que deveria ser entregue à fada e, portanto, resolve fugir de casa. E é a partir daí que nossa fantástica história se desenrola. Com o intuito de se camuflar e não ser reconhecida, a menina resolve dar fim à suas longas madeixas, deixando o cabelo bem curtinho, passando a viver como um menino.


O apelido de Sargento Verde ela ganha depois de salvar um menino que estava preso no fundo de um poço e estabelecer uma grande amizade com ele. O menino era um príncipe que estava cumprindo uma espécie de ritual de passagem feito por seu pai, o rei (ele deveria conseguir sair do fundo do poço sem a ajuda de ninguém, pois, só assim, seria considerado digno de sentar-se ao trono).


A leitura de As Aventuras de Sargento Verde foi surpreendente. Eu deixei para lê-lo com meu aluno Victor, dois capítulos por semana. Mas, confesso, houve dias em que lemos mais páginas que o que havíamos combinado, pois, a história te fisga de uma maneira que dá vontade de ler o livro direto, sem parar!


Durante a história nos deparamos com princesas transformadas em dragões, fontes milagrosas, rainhas colecionadoras de rouxinóis, fadas malvadas e irmãos que traem a própria família… todo um conjunto de fatos e acontecimentos fantásticos que costuram uma história mágica, capaz de fazê-lo prender a respiração em muitos momentos, torcendo pelo sucesso da protagonista.


Falando na protagonista, devo ressaltar que, para além das reviravoltas mirabolantes e acontecimentos fantásticos, Sargento Verde é o grande “trunfo” da história. Sargento é livre, bem resolvida e extremamente corajosa, capaz de encarar uma “nova vida” sem medo do que a aguarda pela frente e, pouco a pouco, se mostra poderosa, capaz de superar toda e qualquer vicissitude que se põe à sua frente.


As Aventuras de Sargento Verde é um achado! O trabalho gráfico do livro, todo trabalhado em tons de verde em uma edição primorosa, é de encher os olhos. Tornou-se um de nossos queridinhos aqui em casa, sem, dúvidas. Uma obra excelente, capaz de encantador leitores de todas as idades. Não se trata apenas de mais uma obra de literatura infantil, mas sim de uma EXCELENTE obra de literatura infantil, capaz de fazer-nos repensar a figura da protagonista feminina [que foge, em muito, aos padrões antigos de princesinhas em apuros].

*Livro recebido em parceria com a Editora Biruta 

PRÊMIOS | SELEÇÕES:

*Altamente Recomendável FNLIJ 2017 | Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil

*Catálogo Bolonha FNLIJ 2017 | Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - Brasil

*Itaú Criança 2016 | Fundação Itaú Social

As Aventuras de Sargento Verde


Autor: Helena Gomes
Número de páginas: 110 páginas
Editora: Biruta 
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Resenha: Harvey – Como me tornei invisível

Sinopse: Nesta narrativa ilustrada, texto e imagens caminham juntos para contar a comovente história de Harvey, um menino que fica sabendo que seu pai morreu quando, ao se aproximar de casa, encontra todos os vizinhos amontoados, uma ambulância parada na porta e o desespero estampado no rosto da mãe. Após descobrir o que havia acontecido, é invadido por um sentimento desconhecido e, para compreendê-lo melhor e proteger-se da dor, encontra refúgio em seu rico mundo de fantasia.



          É engraçado como que nosso “estado de espírito” e humor se reflete em cada uma de nossas ações diárias.
         

Nas últimas semanas venho encontrando algumas dificuldades em minha vida profissional, logo, meu humor não tem sido o mesmo. Está tudo um tanto quanto desestabilizado.
         

Precisei fazer essa pequena “introdução” antes de começar a falar sobre o livro de hoje. Ele mexeu tanto comigo, mas TANTO, que só consigo associar essa avalanche emocional que senti após a leitura com meu estado de espírito atual.


O livro se chama Harvey – como me tornei invisível.


Depois que me (re)encontrei enquanto professor, tenho investido bastante na compra de livros infantis. Porém, há um certo tempo que não consigo mais “separar” o que é livro “para adultos” e o que é livro infantil. Harvey – como me tornei invisível é um livro excepcional. De uma sensibilidade simples, capaz de tocar no fundo de sua alma, sem dizer muito.


Li este livro com um aluno e o reli sozinho e, admito, a cada leitura ele se torna diferente. E é isso o que espero encontrar em uma literatura de qualidade, seja ela infantil, estrangeira ou distópica. A boa literatura é aquela que te faz (re)pensar. Que te intriga. Que mexe com seus conceitos.


Harvey é um menino que possui um irmão mais novo, uma mãe e um pai. Tudo vai bem em seu pequeno grande universo, até que seu pai sofre um enfarte. Este acontecimento desestabilizar as dinâmicas familiares de Harvey, que precisa lidar com uma avalanche de sentimentos desconhecidos e intensos.


As ilustrações do livro, a meu ver, são o grande destaque do livro. O traçado é “simples”, mas, capaz de expressar toda a intensidade dos sentimentos vivenciados pelos personagens.



Harvey – Como me tornei invisível é um livro intensamente delicado, que renderá boas discussões com os pequenos sobre a vida e a morte. E tudo mais que se encontra entre elas.


Harvey - Como me tornei invisível

Autor: Hervé Bouchard
Número de páginas: 168 páginas
Editora: Pulo do Gato 
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Percorrendo minha estrada de tijolos amarelos...

Inauguração Confabulando - Espaço de Leitura

(...)


Nunca fui muito de acreditar em realização de sonhos.


Entenda, não quero dizer que não sou de sonhar e idealizar. Pelo contrário: sempre fui muito sonhador. Mas, peco por ser o oposto de otimista.


Porém, num daqueles revezes da vida, me encontrei numa profissão que me permitiu ir ao encontro de sonhos e desejos que há muito estavam adormecidos dentro de mim.


Essa jornada inesperada iniciou-se há nove anos. Mas, somente em dois mil e quinze ela tomou um rumo mais próximo ao que eu esperava intimamente. Costumo dizer que estou percorrendo minha estrada de tijolos amarelos.


Eu trabalhava em uma turma de segundo ano do ensino fundamental. Quem é professor vai entender: essa era “A” turma. Aquela que encontramos apenas uma vez na vida. As crianças eram (e ainda são, é claro!) excepcionais! Neste ano consegui realizar um daqueles sonhos que considerava impossível: escrever e publicar um livro!


Em minha infância passei boa parte de meu tempo livre na Biblioteca Pública Municipal, e, desde sempre, quis ter minha própria biblioteca. Minhas condições financeiras não permitiam, mas, isso não me impediu de aumentar meu amor pela literatura e o fascínio que sinto pelo universo das palavras.


Passei o ano de dois mil e dezesseis divulgando meu livro, expandindo o alcance do meu trabalho e me tornando ainda mais aficionado pelo prazer proporcionado pelos livros e pelas inúmeras possibilidades de interação que eles nos proporcionam, tudo tendo como “fio condutor” algo que considero imprescindível e que norteia todo o meu trabalho: a afetividade.


Mas, eu queria mais!
Queria ampliar o alcance.
Aumentar o afeto.
Ser louco junto às outras pessoas.


“As pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são as que, de fato, mudam.”
[Steve Jobs]
         

Partindo desses desejos e devaneios, resolvi abrir um Espaço de Leitura. Um local onde todos, crianças e adultos, se sentissem à vontade para explorar a leitura, conviver com as palavras, mergulhar no oceano mágico e profundo da literatura.


No dia vinte e nove de abril do ano de dois mil e dezessete, consegui realizar um de meus grandiosos sonhos: inaugurar meu Espaço de Leitura!


Para mim é completamente impossível explicar o que senti e o quão realizado fiquei. Abri as portas de minha case, mas, confesso, estava receoso de não ter público.


Não poderia estar mais enganado!


Fui surpreendido por um número maravilhoso de pessoas que, assim como eu, adoram as palavras e a mágica envolvida em torno da contação de histórias.


Nessa nova jornada que iniciei estou sendo surpreendido a cada dia. Um sem número de parceiros surgiu a fim de contribuir direta ou indiretamente com o Espaço de Leitura.


Hoje, aquele sonho idealizado há tantos anos atrás, quando eu media apenas um metro, se tornou algo grandioso.


Começou na infância.
Cresceu na sala de aula.
Transformou-se no livro Confabulando.
E hoje este livro, tão simples, tão humilde, mas, com uma bagagem afetiva tão imensa, floresceu e se tornou Confabulando – Espaço de Leitura.


Venha.
Sinta-se à vontade.


Ele é meu.
Ele é seu.

Ele é inteiramente nosso.

Expandindo as Confabulações até a Secretaria Municipal de Cultura
*Texto escrito a pedido do Coletivo Abá-tyba.

Resenha: Um milhão de borboletas

Sinopse: No meio da noite, Alfredo, um elefante inquieto, percebe um milhão de borboletas voando ao redor de sua cabeça. Imediatamente, se vê obrigado a partir, sem saber pra onde em busca de não sabe o quê. “Trate de aproveitar. E de guardar tudo na memória. E de segui-las.”, aconselha o Velho Alce. Até que uma elefanta aparece na história... É quando Alfredo entende que as borboletas entoam um chamado, mas só ouve aquele que está preparado. Indicado para todos que já sentiram – ou esperam sentir – borboletas esvoaçando na barriga.

💝

[...]


Sabe, eu amo livros infantis que tratam de assuntos “adultos”. Não que eu considere que deva existir uma separação entre “assuntos de adultos” e “assunto de crianças”, mas, na sociedade em que vivemos, é muito comum encontrarmos essa diferença bem estabelecida.


São muitos os tópicos considerados impróprios para os enfants. Mas, a meu ver, as crianças não devem ser privadas de nada, pois, a partir do momento em que você a priva de um assunto ou informação, você a está subestimando e, como eu sempre digo: POR FAVOR, NÃO SUBESTIMEM AS CRIANÇAS!


Dito isso, posso começar a falar sobre essa fofura chamada Um milhão de borboletas. Mais um primor da saudosa Editora Cosac Naify.


“Este não é um livro sobre 1 milhão de borboletas, mas sobre um elefante, o Alfredo, animal inquieto que parte sem saber pra onde em busca de não sabe o quê.”


No livro conhecemos um elefante chamado Alfredo que, de uma hora para outra, começa a se deparar com borboletas. E, a partir desse momento, seus pais saparam a sua trouxa de roupas, comida, água e o enviam à uma jornada inesperada em busca de reflexão e autoconhecimento.


O livro aborda a descoberta do amor, a evolução pessoal e o crescimento. Tudo trabalhado de maneira poética e tão suave que, ao término da leitura, garanto, você estará sentindo dentro de si um milhão de borboletas!


Simplesmente encantador e tocante, de uma sensibilidade ímpar, capaz de mexer com os sentimentos e fazê-lo refletir sobre seu próprio crescimento e [re]descobertas amorosas. 


Um milhão de borboletas

Autor: Edward Van de Vendel
Capa dura 
Número de páginas: 32 páginas
Editora: Cosac Naify 
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