Confissões de um Mochileiro Iniciante #6



Nos despedimos de Viena com o coração apertado, mas, também, com a ânsia de seguir adiante e desbravar novas fronteiras.

Encaramos uma jornada gigantesca num ônibus nem tão gigantesco assim (mas que, confesso, foi muito mais confortável para mim que um avião, tanto que consegui dormir quase que o percurso completo, o sono era "perturbado" apenas pela belíssima imagem do sapão que estava em minha frente) com destino à Florença, cidade dos meus sonhos e berço do renascimento.

Me emocionei desde o primeiro momento e posso afirmar que a cidade é muito do que eu esperava. Suas ruelas e construções gigantescas, a ostentação das igrejas e imagens, a soberania das esculturas.... TUDO em Florença é mágico!



É um daqueles lugares em que você se perde e se reencontra mil vezes.

Não tem como os olhos não brilharem ao ver o Duomo;

A imensidão das construções;

A beleza (e o estilo!) das pessoas;

A sonoridade da língua;

Toda a aura histórica que permeia o lugar;

E ela: a Vênus! Há quinze anos espero para conhecê-la.

Me recordo como se fosse ontem a primeira vez em que a "vi". Num trabalho de arte, no primeiro ano, aos meus catorze anos, fiquei incumbido de pesquisar/conhecer/apresentar a vida de Botticelli e me apaixonei instantaneamente. Por ele e seu talento avassalador e por ELA e sua imponência, a Vênus.

Hoje, vendo-a diante dos meus olhos, posso dizer: valeu a pena esperar. Cada segundo nesses anos todos de espera compensaram. Ela é muito maior do que eu imaginava.
Linda.
Soberana.
Rodeada de súditos débeis e estúpidos que, como eu, apenas se 'embasbacavam' perante sua beleza.

Florença é um paraíso!
Sem exageros.

Me pego olhando para os lados e para cima com cara de bobo. Tentando entender que isso é real.

Uma cidade mágica. Transcendental.

Impossível não se apaixonar.

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